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OUTRIGGER GRX FE 6S

developed for GRSBOATS Company

O hidroplano do tipo “outrigger” GRX FE (fast electric) foi concebido inicialmente para provas de reta ,mas ao longo dos testes readequado para provas ovais com flutuadores apropriados.O modelo desta matéria é de fibra de carbono e foi laminado com resina epóxi em moldes fechados para garantir o perfeito alinhamento das partes.O projeto foi desenvolvido levando em conta a eficiencia aerodinamica e o conceito “flat plane technolgy”* utilisado nos modelos “Jae” que comprovaram o bom desempenho em todas as versões testadas.

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Para a junção das partes utiliso um cordão de fibra de carbono também conhecido por “carbon fiber tape” que confere alta resistencia e leveza à estrutura.

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A construção dos “sponsons” segue com a colocação dos tubos de carbono antes do fechamento do fundo com compensado de 2,5mm seguido de uma  lamina de carbono com 1,5mm de espessura. Para modelos elétricos recomenda-se a utilisação de “booms” maçicos e neste caso optei por barras de  3/8 ” de diametro.

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Com os flutuadores parcialmente prontos passo para o “tub” que posicionado no gabarito permite a colagem dos tubos onde passam os “booms” no esquadro e  perpendicular ao fundo do modelo.O suporte do motor em carbomat*  vai colado no casco  como se fosse uma caverna estrutural com  furos de fixação para diferentes motores.Para o GRX FE inicialmente foram escolhidos motores brushless  da marca Leopard modelo  4082 de 1600kv e  4092  de 1390kv para funcionarem em voltagens  de 9S  e 8S respectivamente (33v-29,2v).

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A rabeta ou “strut” para eixo flexivel 3/16″ foi fixada via ” brass thread inserts” para facilitar a instalação do suporte do servo de leme um Blue bird digital com 14,2kg de torque.O suporte do leme foi substituido por outro usinado em aluminio revestido com  carbono para melhorar a fixação neste tipo de modelo.Uma cunha de carbomat* garante resistencia e total isolamento contra entrada de água na passagem do “stuffing box” .

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O posicionamento final dos flutuadores  é feito dentro do gabarito  com um ligeiro “toe in” ou convergencia para dentro  de 1,5 graus.A rabeta também foi colocada sobre uma cunha de fibra para produzir um desvio de aproximadamente 3 graus para a esquerda como compensação ao efeito “prop walk”* comum nesta modalidade .Os apoios da tampa superior foram distribuidos de modo a dar sustentação adequada no fechamento do barco sem acrescentar peso.Esta tampa foi confeccionada com “texalium”, um tecido de fibra de vidro impregnado de aluminio que é refletivo e ajuda na diminuição da temperatura interna do modelo.A seguir inicio o acabamento com aplicação de fundo primer bi componente e algumas correções com massa acrilica.

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A pintura sem aplicação de verniz ,dispensado neste caso por questões de peso,  acrescentou apenas 140g ao modelo. O acelerador eletrônico de 300A vai posicionado sobre travessas de carbono entre o servo de leme e o motor de modo que o C.G. siga a regra dos 60/40%* ideal para esta modalidade.Além da captação de água via leme optei por um pescador auxiliar que vai refrigerar o acelerador eletrônico.O suporte de leme tem bom apoio na popa e fica travado pela lingueta incorporada no casco.

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Com os booms posicionados no casco fixo os flutuadores e inicio a colocação da eletrônica começando pelo “esc” Sworfish de 300a que ocupa boa parte da traseira.Por questões técnicas substitui todos os terminais do tipo “bullet” de 4mm por outros de 6mm.Os packs de baterias 6S+2S ficam entre o motor e o “boom” traseiro uma sobre a outra.O receptor de radio e a bateria suplementar de 6V ficam na frente do casco  com espaço de sobra para um gps.O fundo dos “sponsons” é de carbono aparente que recebeu tratamento do tipo “speed finish”* para diminuir a tensão molecular da água.

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O GRX FE nesta versão (8S) pronto para navegar pesa 3,58 kg  e apresenta boa flutuação apesar do peso das duas  baterias (6S+2S).Os hélices recomendados para voltagens acima de 22v devem ter diametro em torno de 47mm ou menos e serão testados os das Octura 1450 com 47mm ,2047,1950 e 2050 com diferentes modificações.As saidas d’água foram montadas no “lid” para uma boa visualisação .Depois de vários  testes e resultados abaixo das minhas expectativas  resolvi investir em qualidade adquirindo o modelo NEU 1527 1D de 2300kv (made in USA) para poder rodar na faixa de 60K (60000rpm) como veremos a seguir.

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Neste interim testei  um protótipo  em fibra de vidro usando os flutuadores originais da Jae Fe  que navegou com boa velocidade e estabilidade em diversas condições de água, sendo uma opção para quem quiser fazer o “upgrade” do “tub” de madeira.

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O GRX FE agora pode ser  montado  para provas ovais com o   flutuador traseiro central ou “ski” e o flutuador direito com suporte para quilha.Os testes desta versão equipado com a mesma eletrônica (motor Leopard 4082 2000kv em 6S)foi superior à Jae Fe por ser maior e ter melhor eficiência da nova aero e hidrodinâmica.Com uma bateria Nanotech 6S de 45C e 5.0A a velocidade máx. chegou a 88,3mph (GPS etrex).

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Com a chegada do motor Neu retomei  o projeto para reta e o  GRX FE em carbono recebeu um par de “winglets”* traseiras,alguns reforços estruturais internos,uma pinça MBP (Modellbaupirat) e um novo servo de leme(Blue Bird de 28ks).Optei por baterias  nanotech 6S de 65C de descarga,mas sinceramente não vi nenhuma mudança significante de desempenho comparando com as anteriores nanotech de 45C .Equipado com o hélice Octura 1450 (44mm diam e 3.7 cup) o modelo navegou com muito equilíbrio e atingiu a velocidade de 178 km (GPS Garmin etrex).Nos testes  usando  as séries 1950/ 2047/2050  com passos e diametros diferentes a curva de aceleração mudou completamente e foi preciso algum tempo para conseguir ter o modelo equilibrado sem nenhuma tendência de desvio ou torque causados pelo “lift” excessivo destes hélices.O resultado final foi a marca impressionante de 196km (122mph+)* com um “data logging” do esc SF 300A motrando que as  rotações chegaram a 49703rpm ,amperagem de pico de 286,4 A e temperatura de 56,7 C indicando que o todo está  bem balanceado. A colocação de um “ski” ou flutuador central traseiro melhorou muito a navegação em baixa velocidade.

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Mesmo com o excelente desempenho conseguido  optei por um novo esc mais leve e mais confiável com relação ao data logging.O Swordfish 300 veio apresentando dados inconsistentes depois de um certo tempo e como nesta modalidade as informações são importantes o novo esc é o Castle Hydra Ice 240 com data logging.Substitui o leme anterior que sofreu uma deformação depois de um capotamento por um Speedmaster de superior qualidade.Aproveitando a reforma reposicionei o pescador auxiliar e as manqueiras de agua por outras de maior diâmetro e o pushrod de leme  por outro de melhor fixação.Na camisa d’água troquei os nipéis por outros de maior fluxo.No primeiro teste em lago curto  deste novo set up  virando um Octura 1450 (44mm e cup 3,8) o modelo alcançou 152km/h e depois com um Octura 2047 mod a marca de 102mph mostrando um combo (casco/eletrônica/hélices) equilibrado. Infelizmente ao fazer o “check list” pós lago descobri que dois capacitores do esc estavam semi abertos me obrigando a postergar novos testes. Entrando em contato com a Castle fui orientado a enviar o produto de volta por estar dentro da garantia e a adicionar, neste caso, um banco de capacitores extras para aguentar os altos picos de corrente que podem chegar próximos de 400A.

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No  último teste com as modificações realizadas, adição de banco de capacitores, baterias A-Spec de 65C e um hélice  Octura V 947/3  modificado  confirmou-se o alto desempenho do motor Neu em equilíbrio com o  acelerador Castle Ice 240 .A categoria ‘SAW” ou reta é apaixonante e demanda muito tempo e investimentos para o acerto final do modelo,mas tem suas recompensas como se pode observar no vídeo a seguir: http://youtu.be/q74UIO3B4ms

A ficha técnica deste modelo é: 34 polegadas de comprimento,8,2cm de largura,8.0cm de altura e largura entre flutuadores de 20 polegadas.Com o motor Neu o peso ficou em  3,45kgs (121,46 oz.),  uma  relação peso/potencia  excelente por conta dos seus 4500watts(6 hp).

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Atualisado em 16/07/2013

GO FAST AND TURN RIGHT!

Gill Roland Sonsino

flat plane technology*: o modelo navega sobre linhas retas e angulos pronunciados.

carbomat*: material do tipo sandwich composto por fibra de carbono e coremat.

prop walk*: desvio do modelo para a direita por conta das rotações anti horarias do hélice na superficie da água.

60/40%*: é a relação de distribuição de peso  mais traseiro neste tipo de modelo .

speed finish*: tratamento superficial com lixas extra finas (1500,2000 e 2500) que diminui o arrasto ou “drag”.

“wheelbase”*: termo utilisado para definir a distancia entre o ponto de apoio do flutuador na água e o hélice.

“winglets”: asas laterais traseiras que auxiliam na estabilidade da popa em altas velocidades.

122mph*: marca registrada em 17/03/2013 no lago da fazenda Sopal em Itu usando um radar pistola  Speedcheck.

  • Client - GRSBOATS Company
  • Date Completed - 04/2013